Por Gerald F. Seib | The Wall Street Journal
Está ficando claro que a Primavera Árabe foi além de abalar as estruturas de poder do Oriente Médio. Ela deflagrou uma transformação total na região, que reduziu a influência americana e acabou compelindo os Estados Unidos a repensar sua estratégia numa área que, por meio século, foi considerada essencial para os seus interesses.
A guerra civil da Síria está se expandindo para o Líbano e o Iraque, enfraquecendo os governos de ambos e provocando conflitos paralelos entre grupos armados sunitas e xiitas. O governo militar do Egito está se tornando mais autoritário e se colocando fora do alcance da influência americana. A Líbia deixou de ser um país bizarro, mas no fundo estável, governado por um ditador e virou um lugar sem controle de ninguém. O Iêmen, por sua vez, é um playground de extremistas islâmicos. E as monarquias do Golfo Pérsico, embora ainda estáveis, estão assustadas.